11 julho 2008

O português em crise. Enigma.

Acabei de colocar no orkut para o pessoal pensar...

10% da população de portugal é sabidamente homosexual. (fonte: http://diario.iol.pt/noticia.html?id=628484&div_id=4071)
Joaquim, no bar com 9 amigos, sabendo dessa notícia, ficou muito preocupado, pensando que lá na mesa, se havia 10 pesssoas, alguém deveria necessarimente ser gay.
Mas Joaquim conhecia os amigos, e portanto sabia que não eram... então começou a pensar que talvez ele fosse o homossexual.
E você concorda com Joaquim? Há esperança para a masculinidade do gajo, ou ele deve assumir seu lado fruta?
Se você discorda de Joaquim, calcule a probabilidade de que haja um homossexual na mesa.

06 julho 2008

Tive de tirar isso da minha dissertação...

Filosófico demais segundo meu orientador:

É correto também supor que estas alterações de visão dos mecanismos de controle, do uso de
indicadores, e dos processos de avaliação estão condicionadas pelo grupo que as elabora. Ao se escolher um indicador em detrimento de outro, como exemplificando ao determinar que para avaliar a qualidade do atendimento telefônico, deve-se considerar o número de pessoas atendidas, ao invés do número de pessoas satisfeitas com o atendimento, certamente há influência das preferências do gestor e de suas idéias. Sobre a avaliação, seu aspecto subjetivo e seu uso por grupos de poder Scriven (2001, p.28) elucida que para parte dos estudiosos de avaliação, associados ao ceticismo epistemológico, construtivismo e pós-modernismo, o processo de avaliação, está associado de tal forma à projeção dos valores dos grupos dominantes na organização, que seus resultados podem estar comprometidos.

A proposição soa exagerada, mas realmente em alguns processos o viés pode muitas vezes conduzir a resultados duvidosos. Entretanto, quando há lucro, os acionistas ganham, quando há prejuízo os acionistas perdem, não importando muito como esse fato pode ser lido ou quantificado, há certamente uma realidade que se pode avaliar. Ainda assim, o aspecto subjetivo dos ditos fatos também não deve ser ignorado, em especial quando se fala em avaliação. Não se deve esquecer, que no final do século XIX e no começo do século XX, a craniometria e os testes de coeficiente de inteligência (QI) foram utilizados como instrumento de avaliação da inteligência e comparação de raças humanas e suas conclusões, na época ditas como científicas, serviram de embasamento a políticas racistas e ao nazismo (GOULD, 1999).

Todo processo de avaliação é questionável em certa medida, como no mito da caverna de Platão, os indicadores são apenas um reflexo da realidade, através do qual se busca apreender a realidade.

21 junho 2008

Por que estamos aqui?

Há essa necessidade de imaginar que o Universo quer algo de nós. Estamos constantemente em busca de um objetivo para nossas vidas, mas eu acredito que os personagens de Solaris traduzem nosso dilema.

Chris Kelvin: What does Solaris want from us? (O que soláris quer de nós?)
Gibarian: Why do you think it has to want something? This is why you have to leave. If you keep thinking there's a solution, you'll die here. (Por que você acha que Ele quer alguma coisa? Essa é a razão por que você precisa ir embora. Se continuar pensando que há uma solução, você vai morrer aqui.)

Os cientistas (e os acadêmicos), acreditam que estão em buscas da resposta para "entender" o universo, o sentido da vida. Entretanto, a cada página que acrescento ao meu mestrado, mais penso que a resposta está em mudar a pergunta. O dialogo prossegue assim:

Chris Kelvin: I can't leave her. I'll figure it out. (Eu não posso ir embora daqui. Eu vou descobrir a resposta)
Gibarian: Do you understand what I'm trying to tell you? There are no answers, only choices. (Você entendeu o que estou tentando te dizer? Não há respostas, só escolhas)

19 junho 2008

Sobre cães e letras.

Essa semana, numa aula teste, um professor de português, puxa um texto do Cony sobre os cachorros. O texto era interessante, e discutia o dia que o veterinario foi a sua casa, e recomendou um tapete para o parto da cadela. O professor tinha certeza que havia ali uma interpretação política, já que editoriais não podem tratar de assuntos cotidianos como o nascimento de cachorros. Eu por outro lado havia vivido a emoção de ler o editorial do Cony, de 4 de Junho de 1995, falando de sua cadela Mila. Contei a ele que o autor inaugurou uma nova fase jornalística, ao contar da morte de sua cadela, porque para ele aquilo era a coisa mais importante do mundo.

Busquei a Net atrás do texto. Não achei no google... que se preocupa apenas com os blogs.. mas estava lá, no arquivo da folha. Então trouxe para vocês entenderem:

Autor: CARLOS HEITOR CONY
Editoria: OPINIÃO
Página: 1-2
Edição: Nacional JUN 4, 1995
Seção: RIO DE JANEIRO

Mila


Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?Amá-la _foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu ``fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.

18 junho 2008

Questao da ANPAD - Prova da Logica - FEV 2007

Esse é um belo problema.
3. Godofredo, que deseja adquirir um carro cujo preço de fábrica é p, recebeu duas propostas de concessionárias distintas. A concessionária A propôs um desconto de 10% sobre o preço de fábrica subtraído de R$ 2 000,00. Já a concessionária B ofereceu um desconto de 10% sobre preço de fábrica, seguido de uma redução de R$ 2 000,00 sobre o preço resultante. Pode-se concluir, então, que

A) a diferença entre o preço da concessionária A e o da concessionária B é de R$ 2.500,00
B) a diferença entre o preço da concessionária A e o da concessionária B é de R$ 2.200,00
C) a diferença entre o preço da concessionária B e o da concessionária A é de R$ 2.400,00
D) a diferença entre o preço da concessionária B e o da concessionária A é de R$ 2.300,00
E) os preços das concessionárias A e B são iguais.

Resolvendo temos:
As propostas são distintas. A concessionária A ofereceu o seguinte:
Desconto de A = (p – 2000). 0,1 = dA portanto ofereceu como desconto 0,1p - 200
A concessionária B ofereceu o seguinte:
Desconto de B = p.0,1 + 2000 = dB,
Assim, a diferença entre os descontos foi de
0,1p + 2000 – (0,1p -200) = 2.200,00 reais.
Resposta B.

Resolução do professor Carlos Lavieri
Curso ANPAD

Aprendiz 5

Não resisti a imaginar o desafio do Aprendiz 5 (desqualificar o Walter e depois o Justus). Acho que o mais legal é imaginar como eles fariam isso, um sobre o outro:

Walter Longo desqualificando o Justus: "Na floresta há muitos pássaros. Os que cantam maravilhosamente bem e os que apenas agradam, mas lembre-se os sapos também acham que sabem cantar..."

Justus desqualificando o Walter Longo:"Suas metáforas são horríveis. Figura de linguaguem é esse seu sobrenome. Ô hipérbole."

17 junho 2008

Gás Hilariante.

Consta que foram os dentistas que utilizaram o gás do riso (óxido nitroso) como anestesia pela primeira vez. Conquistaram assim uma cliente maior, mais feliz, e mais banguela. Pois é... e minha dentista bem que podia me arrumar um pouco desse negócio para eu relaxar da dissertação, em vias de finalização...pois como diz a música:
"ahaha eu to rindo a tôa".