09 fevereiro 2011
Se formou em contabilidade, agora tem de fazer prova do CRC.
28 maio 2008
Programa de pontos Itau - uma fraude?
Bem, após dois anos, tenho 5.800 pontos no programa, o que significa que gastei 5.800 U$ (doláres) no cartão neste período. Fui ver os prêmios a que tenho direito.
Uma assinatura da revista Info, ou da Revista Boa Forma ou ainda da Revista Playboy por um ano. Essas assinaturas me custarão algo em torno de 5500 pontos (me deixando com quase 0 pontos).
O custo de uma assinatura destas é 94,00 (Boa Forma) 131,00 (Playboy ou Info) - Acabo de ver no site da Abril.
Bem, paguei para participar do programa de pontos 8,90 x 24 meses = 213,60 Reais.
Agora estou sendo roubado pelo Itaucard? Ou não?
Conclusão: Pilantragem da grossa!
Mesmo se eu gastasse 2000,00 reais por mês no cartão. Teria acumulado em 2 anos, algo como 24.000 pontos (pois o dólar estava na média de 2 reais neste período) o que dá direito a um
MP4 Digital Player 1GB Elgin. Esse aparelho pode ser adquirido por 159,00 no Buscapé.
Amanhã mesmo cancelo minha participação no programa.
O programa só fica interessante se você gastar mais de 5000,00 Reais por mês no cartão, e mesmo assim, nestes dois anos, você terá ganho apenas uma mini geladeira de 570 Reais (53.000 pontos), e terá pago 213 Reais para participar do plano. Enquanto isso, a operadora do cartão vai levar 3% do valor das operações realizadas via Cartão, o que dá 3.600,00 Reais.
02 julho 2007
Gestão de Vendas - Excedendo Limites
Após minha visita à Feira de Franquias, comecei a checar as publicações que lá havia. Nessa tarefa deparei me com o texto abaixo na revista ALLSHOP. A história é digna dum mestre do horror, acompanhe:
Um incentivo que surpreende! - Erik PennaFeb-2006
"Quem meus filhos beija, minha boca adoça". Diz o provérbio popular.
Se você tem filho sabe muito bem que dói muito mais em você um desagrado feito a ele do que uma agressão em você mesmo. O contrário também é verdadeiro. Muitas vezes damos mais atenção e importância a algo positivo que é dirigido às pessoas que amamos do que algo que é rotineiramente destinado ou oferecido a nós. Dentro deste raciocínio, desenvolvi uma campanha para os filhos dos vendedores da empresa que eu trabalhava como gerente de vendas, e que havia acabado de lançar 8 produtos novos e precisavam estar nos pontos de vendas o mais rápido possível. Durante a reunião mensal de vendas surpreendi os vendedores informando que naquele mês a campanha de vendas e incentivos seria diferente. Tão diferente que eles seriam informados da campanha ao chegarem em suas residências. O Impacto desta forma não usual deixou a equipe intrigada e ainda mais interessada em saber seu conteúdo.
A campanha consistia em premiar os filhos dos vendedores com um passeio a um parque, acompanhado por toda sua família de sua preferência regado a muita alegria, diversão, brinquedos, pipoca, refrigerante e chocolate.
A comunicação foi feita por uma carta destinada às crianças, obervando os seguintes passos:
1)Iniciei a carta elogiando o pai ou mãe que trabalhava conosco durante tantos anos.
2) Informava em seguida que eu tinha um grande presente para ele, estimulando assim sua imaginação.
3) Pedia então sua ajuda e relatava que para que tudo aquilo ocorresse, era necessário que seu pai ou sua mãe vendesse, em 30 dias, 1.000 caixas dos novos produtos que a empresa acabava de lançar na mercado.
4) Encerrava ainda a carta pedindo que ele informasse o pai ou a mãe sobre a campanha e que o lembrasse todos os dias de manhã e a noite deste prêmio que você queria tanto ganhar.
Asurpresa foi enorme. Imagine uma criança que não está acostumada a receber cartas e de repente recebe uma correspondência com um envelope enorme endereçada a ela e após abrir se depara com elogios aos seus pais e ainda com um grande presente a sua espera.
Para o vendedor que não tinha filhos, lançamos um plano B, no qual poderiam oferecer um passeio alternativo e especial aos seus pais como forma de gratidão.
Durante as 4 semanas do mês enviamos cartas posicionando a criança sobre o número de caixas que faltava para ele conseguir o prêmio, reforçando nosso desejo.
A repercursão desta campanha foi sensacional. Filhos cobrando os pais, vendedores ligando para outros vendedores e para a empresa dizendo que seu filho se tornara um verdadeiro gerente, cobrando sem cessar. O investimento da empresa foi irrisório. Um dia no parque para toda família correspondeu em média 0,001% do faturamento das 1.000 caixas vendidas por cada ganhador.
O resultado foi espetacular. Em menos de 20 dias a grande maioria já havia batido a meta, superando o objetivo inicial da empresa. Todos os que bateram a meta, cerca de 80%, fizeram jus ao prêmio. O dia do passeio em família até hoje é lembrado positivamente na família e na empresa. Esta foi um tipo de campanha diferente que você pode elaborar para sua equipe e assim sair da rotina, conseguir maximizar desempenhos e alcançar ótimos resultados.
OBS: O trecho em negrito vermelho foi suprimido da versão disponível na WEB publicada pelo autor, mas consta da revista da AllSHOP ANO 12 nº 142 Maio 2007 pg. 38. O texto está disponível no site, em uma versão reduzida: http://www.estrategista.com/html/modules/eNoticias/column.php?columnID=4
COMENTÁRIO: Não sei se o leitor ficou tão revoltado como eu ao ler tal texto. É um claro sinal que as empresas muitas vezes extrapolam a sua competência e vão "dar pitaco" onde não são chamadas. Tudo bem que os pais devem gostar quando os filhos recebem uma carta dizendo que são bons funcionários e são importantes. Até ai, ponto para a empresa. MAS PELO AMOR DE DEUS USAR OS FILHOS DE INSTRUMENTO de "REFORÇO POSITIVO E NEGATIVO" nem mesmo o Skinner que dava choque em criancinhas teria tido idéia tão torta. Alguém pode me dizer como ficou o amor à camisa da empresa para os 20% dos pais que não atingiram a meta e cujos filhos não foram ao parque "Porque Papai é um fracassado"?!!? Talvez, se a empresa tivesse levado todos ao parque, mesmo os que não bateram a meta, eu acreditasse na sugestão. Ora, alguns vendedores talvez se revoltassem, pensando que seria justo ganhar um prêmio, e neste caso, a empresa podia gastar um pouco mais que 0,001% do faturamento e dar um prêmio em dinheiro aos que bateram a meta. Certamente nenhum vendedor se revoltaria ao ver que sua empresa, mesmo que "explore" seus filhos, se recusa a passar às crianças a imagem de um pai "loser", e recupera a dignidade de um ser humano perante aqueles que lhes são mais caros.
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