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09 setembro 2008

Super Crunchers

Estou acabando de ler Super Crunchers. É bem interessante, e mostra um futuro um pouco assustador. Se você gostou de Freaknomics, recomendo, idem para o Previsivelmente Irracional. E se você odeia matemática e estatística, o livro pode te mostrar porque é importante não desvalorizar essas matérias e tratá-las como coisa de Nerd.

Se gostou deste, pode comprar também Desafio aos Deuses: a Fascinante História do Risco .

19 junho 2008

Sobre cães e letras.

Essa semana, numa aula teste, um professor de português, puxa um texto do Cony sobre os cachorros. O texto era interessante, e discutia o dia que o veterinario foi a sua casa, e recomendou um tapete para o parto da cadela. O professor tinha certeza que havia ali uma interpretação política, já que editoriais não podem tratar de assuntos cotidianos como o nascimento de cachorros. Eu por outro lado havia vivido a emoção de ler o editorial do Cony, de 4 de Junho de 1995, falando de sua cadela Mila. Contei a ele que o autor inaugurou uma nova fase jornalística, ao contar da morte de sua cadela, porque para ele aquilo era a coisa mais importante do mundo.

Busquei a Net atrás do texto. Não achei no google... que se preocupa apenas com os blogs.. mas estava lá, no arquivo da folha. Então trouxe para vocês entenderem:

Autor: CARLOS HEITOR CONY
Editoria: OPINIÃO
Página: 1-2
Edição: Nacional JUN 4, 1995
Seção: RIO DE JANEIRO

Mila


Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?Amá-la _foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu ``fumos fidalgos", como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.

22 abril 2008

Previsivelmente irracional - DAN ARIELY

Acabei o livro do Dan Ariely sobre economia comportamental. O autor poderia ter citado outros que também participaram dessas descobertas como Daniel Kahneman, ou mesmo os precursores como Simon (1953, que discute a racionalidade limitada dos agentes economicos), mas independente disso o livro é muito interessante....

O Autor cita diversos experimentos que mostram que nós, humanos, agimos de maneira menos "racional" do que supomos... mostra por exemplo que as pessoas não tem problemas em furtar uma lata de coca-cola de um dolar na geladeira coletiva do campus, ou uma caneta do escritório, mas não pegam um dolar na mesma geladeira... ou seja, pegar dinheiro é "furto", pegar uma caneta e não devolver não é...

O livro é recheado de questões intrigantes, e mostra mais um caminho de pesquisa simples com resultados intrigantes... Se você gostou de freaknomics, leia.

Abs.