19 julho 2007

Parque Congonhas - Aeroporto Rodoanel


Já digo isso a anos, mas como a oportunidade se apresenta, vou resumir minha idéia para resolver o dilema do aeroporto.
1 - Sabe-se que aeroportos são obras caras.
2 - Sabe-se que aeroportos não devem ficar no meio da cidade (mesmo que como diz Sandra Pontes, seja a cidade que cresceu em volta deles).
3 - Sabe-se que São Paulo precisa de mais áreas verdes.

Bem,
A minha idéia é uma simples seqüência de passos:
Passo 1 - O Estado desapropriar TODAS as construções e terrenos numa área de 1,5 Quilômetros no entorno do Aeroporto de congonhas. Isso custará caro, mas a desapropriação pode ser feita com um pagamento parcelado. O preço dos terrenos e casas no entanto não serão tão caros, já que as casas estão próximas a um aeroporto, e portanto tem baixo potencial construtivo pela legislação. Além disso, morar embaixo de um aeroporto desvaloriza os imóveis, em função do barulho e do risco de ser atropelado por um avião.

Passo 2 - O estado opera mais uma semana o aeroporto, e ai em votação, aprovasse a remoção do mesmo dali. No seu lugar será construído um parque, com a área do aeroporto é menor que a do Ibirapuera, mas é imensa.

Passo 3 - Essa mudança vai provocar a valorização dos terrenos. Pois além desses passarem a ser próximos a um parque (nascendo assim uma vila nova conceição), o potencial construtivo poderá ser multiplicado em até 4x.

Passo 4 - O Estado vende esses terrenos e usa a grana arrecadada para pagar as desapropriações e para construir um novo aeroporto, às margens do rodoanel e ligado por um belo metrô as linhas de metro de superfície que já correm na marginal pinheiros e estão subutilizadas.

Passo 5 - Criamos juízo e prendemos todo mundo que invadir as aéreas próximas aos novos aeroportos (o de Cumbica e o "RodoanelPorto" para construir barracos, casas, etc..)

Mas, no Brasil, achamos que somos criativos, mas só pensamos fora da caixa se for para passar a perna no governo.

10 comentários:

R Lima disse...

Vim retribuir sua visita ao meu blog.. e informar que em tempo suficiente, que breve serás, vc estará com a casa aqui cheia...

É só continuar na sua trilha que o povo vem ao seu incalço..

E conta comigo no que precisar..

Ah, falar desse acidente é falar de uma tragédia anunciada...

e quase sem fim!!!

Abraços,


[ http://oavessodavida.blogspot.com/ ]

O AveSSo dA ViDa - um blog onde os relatos são fictícios e, por vezes, bem reais...

SAM disse...

Obrigada pela visita ao meu blog.

O problema da segurança é tão grave e tão antigo que fica difícil apontar solução imediata.


Abraço

Elza disse...

Nossa, vc tem muitos blogs!!
Eu ficaria louca de mater tantos!
rsrs..
obrigada por persistir no meu blog.
rsrs.
Abraço.
=]

Thássius disse...

Se realmente seguissem sua dica, agora já não adiantaria mais nada. Imobiliárias comprariam as casas, fariam o que sabem fazer de melhor (especulação imobiliária) e o povo se lascaria pagando por habitações caras.

A ministra Dilma Roussef disse que haverá um terceiro aeroporto, mas que não sabe onde será e se soubesse não diria. Será mesmo que as empreiteiras ficaram sem saber???

Raquel Alves disse...

Cá em Portugal também andamos a viver um problema de decisão quanto á construção de um novo Aeroporto em Lisboa...tem dado muito que falar!

Sandra disse...

Obrigada pelo link. Mas o melhor que você não vai acreditar: O Jornal da Band fez uma reportagem, hoje, extamente sobre meu post! Falando até que "quem chegou primeiro lá foi o aeroporto"... Falou de plano diretor, de tudo o que comentaram.
Ahhm, deixei um recado para ti lá no Rec6...

Beijos

Fernando disse...

Carlão, infelizmente sua idéia não é viável.
Primeiro as razões jurídicas.
O pagamento de indenização ao desapropriado deve ser prévio e integral, o que impossibilita a idéia de parcelamento. E é bom que seja assim, afinal, imagine a situação de quem perde a casa em que mora e recebe a indenização em suaves parcelas. Além disso, a desapropriação somente é possível quando fundada em interesse público ou social (construção de melhoramento urbano, habitação popular, revitalização de área deteriorada etc). O ente público não pode desapropriar apenas com a finalidade de apropriar-se de valorização decorrente de obra pública.
Mas também existem razões econômicas.
Quando a administração começa a adotar as providências para a construção de um melhoramento que causara significativa valorização imobiliária, este fato é rapidamente absorvido pelo mercado, causando imediato aumento de preços. Como as avaliações dos bens desapropriados são feitas judicialmente, ou seja, algum tempo depois de iniciados os procedimentos, a pesquisa de valores já reflete esta sobrevalorização, que acaba integrando a indenização. Para comprovar este fato basta ver a diferença entre o valor do metro quadrado que é encontrado nas avaliações administrativas (feitas bem antes) e o valor encontrado nas avaliações judiciais.
Também não se pode esquecer que, embora os desapropriados costumem chorar bastante, normalmente as indenizações superam o valor de mercado do imóvel.
Por fim, o processo de desapropriação tem um custo significativo para a administração, que além de arcar com os custos internos (engenheiros, advogados etc), também tem que pagar despesas processuais elevadas (honorários da parte contrária, salário do perito, juros, despesas para cumprimento do mandado de imissão).

Carlos disse...

Irmão é isso ai, sempre acabando com a brincadeira do outro... Nando, Tem razão na totalidade de sua colocação, mas veja estes dois pontos:

1 - Ainda é possível fazer de congonhas um parque, já que o governo federal quer construir um novo aeroporto, portanto a grana para isso não é mais necessária.

2- Mesmo ignorando qualquer compra, venda e indenização, o governo ainda pode arrecadar com a venda de ampliação do potêncial construtivo (como na operação Faria Lima), que hoje é restrito devido ao aeroporto, além da tal taxa sobre "valorização decorrente de obra pública". Estou correto?

fernando disse...

Então, agora vc está correto, mas também está esquecendo de um detalhe. A venda de certificado de potencial construtivo é de competência da Prefeitura, e o aeroporto é da União.

Carlos disse...

Bem, no Brasil esse detalhe é o bastante para arruinar qualquer projeto, exceto é claro se a população encampasse a idéia.

Nessa hora, o negócio é invejar NY.

Abs.